Prof. AMR
UNIVALIPPCJ · 25180
Encontro 3 · 15/09/2026 · Produção e Aplicação do Direito na Era da IA

Breve história da Inteligência Artificial

Mestrado Doutorado

A inteligência artificial não nasceu com o ChatGPT. O encontro reconstrói a genealogia técnica do campo, da IA simbólica ao aprendizado profundo, para situar a ruptura que os Transformers representam.

A IA simbólica [1956 a 1980]

O campo e o termo nasceram na Conferência de Dartmouth, em 1956. A primeira tradição, chamada GOFAI [Good Old-Fashioned AI], operava por símbolos, regras lógicas e busca. Os sistemas especialistas codificavam o conhecimento em regras do tipo “se… então…”. No pano de fundo filosófico estava o teste proposto por Turing em 1950, que substituiu a pergunta sobre o pensar da máquina por um jogo de imitação.

“Máquinas podem pensar?” cede lugar a um jogo de imitação: a pergunta desloca-se do ser para o comportamento observável.Alan Turing, 1950 [paráfrase do teste de imitação].

Invernos, conexionismo e aprendizado profundo

Promessas não cumpridas e cortes de financiamento produziram os “invernos” da IA, expondo os limites da abordagem simbólica. O retorno conexionista trouxe as redes neurais, capazes de aprender padrões a partir de dados, e não de regras explícitas. O deslocamento do programar regras para o treinar com dados define o aprendizado de máquina. O aprendizado profundo, com redes de muitas camadas, tornou possíveis avanços em visão, fala e linguagem.

AbordagemComo opera
IA simbólicasímbolos, regras lógicas e busca; conhecimento escrito à mão em regras.
Aprendizado de máquinao sistema ajusta parâmetros a partir de exemplos, no lugar de regras explícitas.
Aprendizado profundoredes neurais de muitas camadas; base dos modelos atuais de linguagem.

Marcos da IA

AnoMarco
1950Turing e o jogo da imitação.
1956Conferência de Dartmouth: nasce a IA.
1980sInverno da IA: promessas frustradas e cortes.
2012Aprendizado profundo em escala [ImageNet].
2017Transformer: “Attention Is All You Need”.
2022ChatGPT populariza a IA generativa.

A linha do tempo prepara o encontro seguinte, dedicado à arquitetura Transformer e à IA generativa, ponto de virada que reorganiza o campo e alcança a prática jurídica.

Bibliografia do encontro

RUSSELL, Stuart; NORVIG, Peter. Artificial Intelligence: a modern approach. 3. ed. Harlow: Pearson, 2014 [capítulo introdutório, panorama histórico].
GOODFELLOW, Ian; BENGIO, Yoshua; COURVILLE, Aaron. Deep Learning. Massachusetts: MIT, 2016 [introdução].
Complementar [a confirmar acesso]: textos introdutórios em português sobre a história da IA serão indicados com o respectivo link na aba de bibliografia do site.
Laboratório digital: os exercícios de apoio ficam no site www.profamr.eu, com o link específico inserido aqui quando o material estiver publicado.